Concurso nacional para a Sede do CAU/TO

IMPLANTAÇÃO

A implantação foi orientada por questões bioclimáticas, programáticas e de legislação. Recomenda-se orientar o edifício com as maiores fachadas para o eixo Norte-Sul, reduzindo a incidência solar nas fachadas de Leste-Oeste, além disso, a necessidade especificada de vagas de estacionamento e a obrigatoriedade do uso do balanço no afastamento frontal, fez com que implantássemos o projeto junto ao alinhamento da rua, em um bloco que ocupa a metade frontal do terreno.

SETORIZAÇÃO E EFICIENCIA ENERGÉTICA

Optamos por uma organização de planta concêntrica, localizamos os espaços serventes (circulação, banheiros, copa, serviço, arquivo, jardim, acesso de veículos) nas divisas laterais (leste-oeste), pois são as que mais sofrem com a incidência solar e o calor, assim esses ambientes criam uma barreira de proteção para os espaços servidos.

Essa organização tem tanto uma referência Kahniana, como uma alusão a organização da arquitetura indígena, ela resolve a setorização do edifício através das circulações e oferece iluminação e ventilação através do centro da planta, que, coberto por pérgola sob a cobertura em shed, oferece luz ao edifício, sem que ocorra incidência solar direta, além de garantir a exaustão do ar quente pela cobertura.

Nos balanços das fachadas frontal e posterior estão localizados os espaços de trabalho, eles são protegidos da incidência solar através de parede dupla com colchão de ar interno que exaure o calor produzido pelo sol.

MATERIALIDADE

O lugar só existe quando está povoado de lembranças, é preciso construir simbolicamente a cidade através da memória. Assim, entendendo e respeitando a tradição dos arquitetos pioneiros da cidade de Palmas, principalmente através da análise dos edifícios institucionais da praça dos Girassóis optamos pelo uso de materiais como tijolo maciço, vidros reflexivos e concreto.

Essa escolha pretende ainda um segundo objetivo que entendemos ser um dever do conselho de arquitetura do Tocantins, a educação arquitetônica, a construção com esses materiais, além de afirmar simbolicamente o início da cidade, indica um caminho de como se deve construir para minimizar os efeitos climáticos.

Parceria: Pedro Haruf

Colaboração: Thomaz Lanna e Marcelo Dante

Imagens: Amanda Castilho

Uso: Institucional

Local: Palmas, TO

Área: 425m²

Ano: 2018