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Botequim Sapucaí 

A rua Sapucaí, onde está localizado o projeto, faz parte do centro histórico e cultural de Belo Horizonte, tendo como vista privilegiada o icônico viaduto Santa Tereza, Parque Municipal e Estação Central de Belo Horizonte.

 

Com forte tendência a pólo gastronômico, o projeto trouxe como demanda um ambiente sofisticado que dialogasse com o cotidiano da rua. O primeiro desafio foi resolver o estado precário em que o imóvel foi alugado, com infiltrações em paredes e teto, alteração no piso em ladrilho original, danos no sistema elétrico e hidráulico e um mezanino em madeira com pé direito de 1,70cm.

 

Primeiramente optou-se por refazer todo sistema elétrico através de eletrocalhas e eletrodutos para possibilitar uma maior flexibilidade em modificações futuras. A parede mais danificada foi revestida por placas de OSB parafusadas em montantes e guias de light steel frame. A cor escura das paredes, assim como o teto, buscou direcionar o olhar do espectador aos elementos de decoração.

 

A malha reticulada, presente no balcão, na grade externa e nos bancos foi inspirada no antigo vitral em vidros canelados que foi posicionada atrás do bar, criando uma identidade visual ao ambiente. Apesar do apelo longitudinal do imóvel, o piso em granitina na primeira metade do salão, indicou a adoção de dois ambientes distintos: o primeiro, ornado com uma grelha em ferro oxidado, samambaias e iluminação pendente, busca acolher o cliente para o estabelecimento convidando-o a conhecer seu interior; o segundo ambiente, onde localiza-se o bar, é decorado por gravuras com motivos arquitetônicos de Belo Horizonte e luminárias em cor cobre.

 

O balcão de paraju, com 65 centímetros, projetado para ser um local de permanência e interação com o bartender, é coroado por uma estrutura metálica revestida com as tábuas corridas reaproveitadas do mezanino (assim como o balcão de apoio do banheiro). A cozinha, exposta ao público, foi dimensionada para que os funcionários possam trabalhar em um ambiente confortável, com bancada central para montagem de pratos.

 

O antigo escritório foi mantido e transformado em estoque de bebidas e de mobiliário. No corredor entre o salão e o banheiro, onde existia um vão entre um pilar de sustentação e o depósito, foi projetado um armário que servisse tanto para armazenagem de mantimentos (no corredor) quanto de depósito de matérias de limpeza (no banheiro).

 

Por último, o banheiro foi projetado para acolher três cabines sanitárias(dois femininos e um masculino) que dividem um único lavabo composto por duas pias.

Arquitetura: Alfredo Lanna e Mateus Castilho

 

Área: 120.00 m²

Data: 2017

Local: Belo Horizonte/MG 

Fotos: Trópica Fotografia

Status: Construído

Publicação: Archdaily Brasil e Archdaily mundo.

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